Por um fim do fanatismo sem sentido

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

Ser fã não é sair alucinado atrás do seu ídolo. Ser fã é curtir o que seu ídolo faz; respeitar suas diferenças e saber lidar com a exposição que ele cria em torno dele.

Não adianta pressionar o admirado, afinal ele é igual a você. De carne e osso. Com sentimentos e com tantas neuras quanto você. Ser fã, também, é saber se comportar.

Não adianta santificar, não adianta colocar no pedestal.

Sou do tipo que gosta, se eu gosto, eu acompanho os passos, afinal precisa gostar mesmo pra isso. A “carreira” de ser fã não é nada fácil. E eu era do tipo que investia. Comprava revista, recortava o trecho do jornal que falava dos meus queridinhos, assistia todas as entrevistas e apurava quem era quem da série que eu curtia, da novela do começo da noite e do filme/livro predileto.

A verdade é que sendo fã eu aprendi a lidar com a vida. Fiz amigos, me abri mais e tive experiências incríveis. Usei roupas iguais aos meus personagens? Sim, usei. Falava suas “gírias”? Sim, eu falava e sabia de cor e salteado cada feitiço do bruxinho Harry Potter, por exemplo.

Mas, em nenhum momento condenei os atores ou autora quando tomaram alguma atitude que eu condenava. Eles são humanos, assim como eu, assim como você. Eles erram e tem defeitos piores do que nós mesmos. Quem diria que o bonitinho do Justin Bieber iria se tornar um piradinho?!

A verdade é que ser fã não é ser obsessiva. É conhecer o trabalho, é criar amizades por causa de um ídolo, é criar uma atmosfera boa ao seu redor e ao redor de quem vive com você. Fã não é ser insuportável. Ser fã é ser saudável.

O fanatismo é o contrário de ser fã. Ser fã demais não é legal. Causa uma fronteira doentia, exigir do ídolo demais, não é bom para ninguém. Cada um segue a vida do jeito que quer, do jeito que é melhor. Exigir de alguém comum já é trabalhoso, imagina de alguém famoso?

Só sei que sendo fã eu aprendi mais do que só gostar de alguém, do trabalho dessa pessoa. Envolveu muitas responsabilidades, do fazer minha mãe acreditar que era uma boa causa. Acreditar que eu poderia sair com pessoas que conheci pela internet e que nada de ruim aconteceria.

Ser fã me fez acreditar mais nas pessoas e que cada um tem um motivo para curtir o trabalho de alguém, mas nunca invadir o espaço do “adorado”, nunca infernizar ou acusar. A verdade é que os ídolos estão aí para nos entreter sim, e com isso completam nossas vidas. Seja com palavras, músicas, histórias, mas acima de tudo com amizades.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*
Website